Devocional Semanal - 29/03/2026
- Bruna Guimarães

- 26 de mar.
- 3 min de leitura

Domingo de Ramos | O Rei veio até nós!
“Alegre-se muito, ó filha de Sião! Exulte, ó filha de Jerusalém! Eis que o seu rei vem até você, justo e salvador, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de jumenta. Destruirei os carros de guerra de Efraim e os cavalos de Jerusalém; os arcos de guerra serão destruídos. Ele anunciará paz às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar
e desde o Eufrates até os confins da terra.” - Zacarias 9:9-10
No Domingo de Ramos, nos prelúdios da ressurreição do Filho de Deus, a Semana da Paixão se iniciava. Ali rememoramos um evento agridoce: a entrada triunfal do Rei, cumprindo toda promessa messiânica de que Ele viria ao nosso encontro. Porém, a entrada desse rei diverge em muito das expectativas humanas. O caminho do Rei bendito já apontava para a Cruz do calvário.
Texto para leitura: Mateus 21:1-11 Marcos 11.1-11; Lucas 19.28-40; João 12.12-19
O sol da justiça brilhou naquele dia. A multidão recebeu o Cristo com ramos e cânticos na sua entrada em Jerusalém. O brado sobe e o chão é coberto por mantos (2 Reis 9:13) e ramos (Salmos 118:26-27). O rei não vem em carruagens de ouro ou equipado com a pompa da realeza terrena. Ele vem montado num jumentinho, assim como os profetas anunciavam. Cristo cumpre fielmente a profecia da vinda messiânica predita no antigo testamento.
Tudo daquele dia nos diz algo sobre o caráter do Rei. Importava mais cumprir a lei do que reivindicar glória terrena. Valia mais a figura de um jumentinho ainda não montado do que uma cavalaria imponente.
O lugar também nos diz muito: Jerusalém representava o destino de Cristo, onde sofreria rejeição e morte.
A multidão tem seu papel no enredo: muitos dos que entoavam “Hosana”, em um misto de adoração e pedido de clamor, não reconheceriam Cristo como rei na hora mais escura que a humanidade já presenciou.
A entrada triunfal em Jerusalém revela o Rei no qual cremos: humilde, soberano e santo. Esse evento bíblico é uma clara reivindicação do caráter messiânico de Jesus.
De fato, aquele era o Rei prometido. Ele não veio com armamento e poderio militar, não veio para dominação política, não veio para satisfazer os anseios imediatos de libertação social que a multidão esperava. Ele veio para satisfazer o Pai e nos salvar de nós mesmos.
O clamor de hosana permanece atual:
O Rei traz o seu reino até nós e nos ensina exatamente o que ele espera daqueles que entrarão nos átrios do Rei.
O Rei veio até nós e mostrou toda sua realeza quando, naquela sexta-feira, no monte da caveira, padeceu por nós e nos ofertou o maior ato de nobreza e amor que poderíamos experimentar.
O rei veio ao nosso encontro em humildade e mansidão, nos ensinando a passar pelo silêncio e sofrimento que o sábado causou na humanidade.
O rei veio! O rei revelou toda sua divindade e majestade quando ressuscitou naquele domingo de alegria e renovo.
O domingo há de raiar, o que nos motiva é saber que o Rei veio e voltará em glória.
Até o grande dia, continuemos clamando hosana como quem sabe que precisa de socorro. Que o Rei encontre em nós servos fiéis que o reconhecem mesmo em meio à multidão. Continuemos, simbolicamente, oferecendo nossas vestes e rendendo tudo que temos ao verdadeiro Rei. Continuemos espalhando os ramos recebendo o Rei com a alegria de quem sabe que o Justo Rei chegou. E a sua chegada transforma tudo.
Deus abençoe a sua semana!

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